terça-feira, 3 de março de 2015

Um dia de cada vez...

                                  

Salut mes amis, hoje foi um dia que estudei bastante francês, treinei muito para a prova do TCF do dia 16 de março e termino o dia de estudo(ou não, porque ainda quero estudar um pouco mais hoje) com uma aula particular que mostrou pra mim o quanto um bom dia de estudo faz diferença. Outra coisa é a o prazer de ter feito o era pra ser feito. É a terceira vez que vou fazer esse teste, mas desta vez tenho estado mais tranquilo. Não sei como vai ser a prova, mas me alegro em está fazendo o que posso. Tenho entendido que nesse processo de imigração é melhor pensar em uma etapa de cada vez e agora tenho focado no teste e no possível envio de documentos em abril.

Nossa vida não está ruim aqui no Brasil. Somos felizes. Nossa filha está cada dia mais linda e meu trabalho tem me permitido até me dedicar a outras coisas. Mas sei que no que se refere a crescer profissionalmente e buscar melhoria de vida, a imigração para o Canadá está no caminho, mesmo felizes, temos muitas coisas que não gostamos aqui e nem queremos para nossa família, não poder sair tranquilo de casa, ter que voltar cedo com medo de assalto, pensar nas escolas para minha filha e no preço delas, etc, etc. Dá prazer pensar na possibilidade de viver a experiência de morar no Canadá e se tornar residente permanente e depois cidadão.

Há algumas coisas me preocupam as vezes. Não sei como será quando meus pais envelhecerem. Atualmente, eles estão próximos dos 70 anos e estão muito bem de saúde. Mas sei que a vida não é pra sempre e o filho que eles têm mais próximo sou eu. Por isso, me preocupo pensando como eles ficarão caso tornem-se dependentes de alguém. Eu vou voltar do Canadá pra cá ou vou ficar lá e deixar para os meus irmãos cuidarem (isso acho que não vou conseguir fazer) ou vou levá-los comigo pro Canadá (é possível?) quando eles estiverem menos independentes. E se eu tiver trabalho e se não conseguir voltar para o Brasil e se voltar para o Brasil for uma tremenda tortura por ter acostumado com uma qualidade de vida bem melhor? São várias questões que sei que podem ir se ajeitando e nem gerar problemas, mas são coisas que penso sim. Sei que ir embora para um país distante não é algo simples que mexe apenas comigo, minha esposa e filha, mas com pessoas que nos amam também. Creio que é importante pensar nas possibilidades e está preparado para elas. No mais, eu sei como disse no princípio que o melhor é pensar numa etapa de cada vez e que, muitas dessas coisas, eu só vou saber como será  o que fazer quando as coisas forem acontecendo e eu tiver que tomar uma decisão. Até lá, vamos vencendo e esperançosos que dias ainda melhores virão.

Um abraço aê!

Ele


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Aprendendo a voar...

Oi pessoas,

como o marido disse na postagem anterior, começamos a sonhar o sonho da imigração em setembro/2013. Então, vou postar aqui um texto que escrevi na época, o começo desse processo que eu chamo de "ter asas"!

14 de setembro de 2013:


>> A imigração já não está tão distante de nós. Ela já é um dos nossos planos que faremos de tudo para conquistar e muita coisa tem mudado em tão poucos dias. Não brincamos mais sobre esse assunto, a imigração não será mais temporária e não esperaremos os 3 anos da estabilidade para nos aventurar, pois já não vemos mais a imigração como uma aventura. Somos pássaros no processo de mudança das estações e temos que sair daqui se quisermos sobreviver. Estamos pensando na imigração como um processo sem volta. Ao escrever isso é que eu percebo o quão forte é e o quão difícil vai ser para as pessoas entenderem. Li uma frase que faz todo o sentido para esse nosso momento: "Toda glória deriva da ousadia para começar." Eugene F. Wane

É ousado e difícil pensar em sair do seu país, da sua vida, da sua rotina. É muito complicado começar a arrancar as raízes e dizer pro coração que ele está autorizado a voar, sonhar coisas "impossíveis" e distantes. Até ontem a minha "ficha não tinha caído". De vez em quando, em pequenas coisas, era como se eu não estivesse pensando em sair daqui. Até que ganhei uma revista de decoração. AMO ver coisas de decoração, imaginar reformas na minha casa, móveis que eu compraria, onde eu mandaria fazer algo personalizado, que cor eu pintaria a minha casa e papeis de parede que acho bonito.

Mas dessa vez, comecei a foliar as páginas e não deu tesão, sabe? Porque era um prazer para mim isso, mas as minhas asas estão abrindo. Ainda não vi casas no Canadá, não consigo mais imaginar os móveis na minha casa, pois não sei como ela será se eu for embora. As minhas raízes gemeram com isso. Senti vontade de chorar e fiquei com medo.

Não é fácil!

Está difícil organizar as coisas dentro de mim, hoje o meu emocional e a minha razão não estão bem ajustados. Já é difícil para mim não se entregar a emoção. Então, tento olhar para os meus planos mais próximos, os que a imigração não vai mexer. Tento olhar para minha formatura no final do ano. Tento olhar pra pequena reforma que terei que fazer, mesmo se eu for embora. Porém, uma coisa é fato, já não consigo me permitir desistir totalmente desta ida. Meu coração já anseia pelos ares canadenses.<<

Ela.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

TCF - Québec e Estudo da Língua Francesa

Olá gente, desde setembro de 2013 estudo francês para alcançar os pontos necessários para o processo do Québec. Nesse período, aprendi algumas coisas sobre a melhor forma (para mim) de otimizar o aprendizado na língua francesa e de estudar para o TCF - Teste de Conhecimento do Francês.

No início fiz uns 3 meses de aulas particulares, umas 2 por semana, queria tirar esse B2 o mais rápido possível. Nunca tinha estudado francês e acho que peguei uma base até rápida por conta das aulas. Mas depois percebi que estava estudando muita gramática e para a prova do TCF eu preciso focar mais em conversar e entender francês. Além disso, percebi que já dava pra estudar sozinho com o material que tinha. 

Com o tempo percebi algumas coisas que otimizam o aprendizado voltado para conversação, uma delas é escutar muito áudio na língua francesa, de preferência, no meu caso, o francês falado no Québec. Percebi que a maior parte do tempo de estudo deve ser dedicado a escutar e repetir o mesmo áudio. A melhor maneira de entender e não esquecer uma palavra é entendendo-a dentro de um contexto, porque, neste caso, nosso cérebro faz associações e grava com maior qualidade. Aliás, é a maneira mais próxima da maneira que aprendemos nossa língua materna. Hoje, tenho pegado vídeos no youtube sobre um tema que tenho prazer em saber, a imigração para o Canadá por exemplo, e escutado muitas vezes, unindo o que me interesso ao estudo da língua.

Atualmente, a prova de conversação do TCF Québec (não o Tout Public) é composta por 3 questões: a primeira é uma apresentação, todos os relatos que tenho visto é que é a apresentação de si próprio. No último TCF que fiz em outubro de 2013, tirei B1, e a primeira questão era para me apresentar durante 2 minutos. Tenho tentado treinar ao máximo como me apresentar e como apresentar locais e outras pessoas, caso seja necessário. A segunda questão é uma situação que nós devemos formular perguntas. Nessa questão tenho tentado treinar as maneiras de perguntar, usando todas as formas de perguntar em francês e simulando com as situações já questionadas em outros testes. Além disso, creio que é interessante comentar algo antes de soltar a pergunta. Quando fiz era para fazer perguntas sobre uma cidade em um posto de informações turísticas. E a última questão é uma pergunta mais aberta e necessita de uma resposta mais longa e, desta forma, mais complexa. Quando fiz era pra falar sobre imigração, podia ter ido bem melhor, mas me enrolei na hora. Tenho tentado treinar como estruturar uma resposta, com uma introdução onde falo do tema, respondendo a pergunta, mas sem explicar, depois explico a resposta e concluo repetindo o que já foi dito, mas com outras palavras. Falar durante um tempo maior não é simples, mesmo que dominemos o tema. Além disso, é necessário para alcançar o nível intermediário avançado, B2, o bom uso dos conectivos, conjunções que unem as frases como os nossos 'logo', 'desta forma', 'contudo', 'também', etc, para demonstrar fluidez e uma linguagem sem tantos cortes e repetições de palavras.

Conforme eu lembre de mais alguma coisa eu posso ir acrescentando neste post. Creio que o francês vai sendo inserido na nossa mente naturalmente com essas ações e uma hora estamos conversando, pelo menos tenho melhorado bastante depois dessas atitudes. Não sei se terei o B2 agora, mas vou batalhar por isso, o que sei é que uma hora eu chego nele e nos outros níveis também. 

Estamos bem motivados para enviar o processo agora, preciso de pelo menos um B2 em compreensão oral ou expressão oral, por isso meu foco na expressão que é onde creio que tenho chances de alcançar B2 agora. Tomara que tudo flua tranquilo, nos encaixemos no perfil e possamos enviar nossos documentos em abril.

Um abraço aê!

Ele

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Primeiro post!


Há algum tempo penso em fazer um blog sobre nossa intenção de viver no Canadá. Somos uma família de três pessoas: eu, minha esposa e nossa filha. Desde setembro de 2013 começamos a pôr em prática nosso plano de imigrar para o Canadá. Na época, pesquisei sobre os processos e vi que por Québec seria menos difícil. Infelizmente, já havia acabado a boa época, a época fácil para imigrar pro Canadá. Tempo em que bastava ter uma graduação e vontade para se tornar residente permanente.


Pois sim, não conseguimos enviar os documentos em 2014, porque não consegui o nível B2, intermediário avançado em francês. E no meio de 2014 acabaram as vagas de 6500 para solicitação de CSQ, Certificado de Seleção do Québec. Atualmente, esperamos a abertura de novas vagas em abril deste ano e contando que não haja grandes mudanças no processo que inviabilize nossa demanda. Além disso, dia 16 de março farei outro TCF, Teste de Conhecimento de Francês, e preciso para alcançar a pontuação necessária para o nosso processo ser avaliado de, pelo menos, um B2 em compreensão oral ou expressão oral. Tenho esperanças que conseguirei. Vamos ver o que acontece, se rola mandar os documentos para o Québec ou se teremos que esperar mais um pouco ou ir estudar em algum college.

Um abraço aê!